O Padre Cícero explica o Milagre:
"Quando dei à beata Maria de Araújo a Sagrade Forma, logo que a depositei na boca, imediatamente transformou-se em porção de sangue, que uma parte engoliu, servindo-lhe de comunhão, e outra correu pela toalha, caindo algum no chão; eu não esperava e, vexado para continuar com as confissões interrompidas que eram muitas ainda, não prestei atenção e por isso não apreendi o fato na ocasião em que se deu; porém, depois que depositei a âmbula no sacrário, e vou descendo, ela vem entender-se comigo, cheia de aflição e vexame de morte, trazendo a toalha dobrada, para que não vissem, e levantava a mão esquerda, onde nas costas havia caído um pouco e corria um fio pelo braço, e ela com temor de tocar com a outra mão naquele sangue, como certa de que era a mesma hóstia, conservava um certo equilíbrio para não gotejar sangue no chão.(Decisão do Padre Cícero depois que a Igreja condenou o "milagre"): "Não quero de forma alguma sustentar nem defender os fatos ocorridos em Juazeiro, quando já declarei e torno a declarar que, uma vez que a Suprema Congregração do Santo Ofício os condenou e reprovo, obedecendo sem restrição, nem reserva, à sua decisão e decretos, como filho submisso obediente da Santa Igreja.
É uma grandiosíssima calúnia dizer que tenho revolta contra a Igreja. Eu nunca tive dúvidas sobre a Fé Católica; nunca disse nem escrevi, nem em cartas particulares, nem em jornais, nem em qualquer escrito nenhuma proposição falsa, nem herética, nem duvidosa, nem coisa alguma contra o ensino da Igreja".

